Imagine ChaMel 5ª Temporada (Filhos) - Capítulo 37: Noite alarmante



— Acho que você está se preocupando além da conta, Isa — diz Felipe relaxado na piscina. — A Yasmin é maior de idade, ela sabe o que faz e o que deixa de fazer.

— Você é um péssimo irmão — acusa a morena, mas seu olhar é divertido.

— E namorado? — questiona o rapaz se aproximando dela. 

— Quer uma avaliação? 

— Acho que chegou o momento.

Isabela passa os braços ao redor dos ombros dele e envolve sua cintura com as pernas por baixo d’água.

— Como namorado — ela dá um selinho nele — você é — Isabela lambe o lábio inferior de Felipe — excelente. 

Felipe gargalha e aperta o corpo da namorada contra o seu ao beijá-la.


Suados e sujos de areia, João e Yasmin retornam para o centro da tenda com suas taças de bebidas cheias. Eles se encontram com Camila e Fabrizio, mas Matteo, Paolo e Luca não estão mais lá. Os quatro pulam juntos, sacudindo seus cabelos. Em determinado momento, Yasmin se agacha e retira as rasteiras, ficando com os pés diretamente na areia. Ela sente duas mãos em sua cintura, que a conduzem em uma dança ritmada. 

Ao se virar, depara-se com Luca. Eles sorriem um para o outro e o rapaz envolve com uma das mãos os fios dourados do cabelo dela, erguendo acima dos ombros. O gesto refresca minimamente a nuca de Yasmin, que continua dançando junto a ele. Luca coloca uma de suas coxas entre as pernas de Yasmin, unindo ainda mais seus corpos. A loirinha dá um passo para trás, soltando-se dos braços dele.

— Eu tenho namorado — grita para ser ouvida.

— Eu também — responde o rapaz e aponta para Matteo. As sobrancelhas de Yasmin arqueiam incontrolavelmente. Luca ri. — Não esperava por essa, né? Relaxa, garota brasileira. 

Yasmin ri, ainda incrédula, pois nunca percebeu nenhum contato mais íntimo entre os rapazes. Ela volta a se aproximar de Luca.


O Sol do fim da tarde invade a sala do apartamento de Samuel em Porto Alegre. Sentado confortavelmente em seu sofá, ele conversa com Malu por videochamada. 

— Amanhã eu tenho uma prova — comenta a morena —, estou um pouco nervosa.

— É uma prova muito importante?

— É, é de uma matéria que não está entre as minhas favoritas e também uma das que eu não tenho o melhor desempenho — ri Malu.

— Tenho certeza que você vai se sair bem — diz Samuel em tom encorajador. 

Malu sorri, soltando um suspiro, e olha para a janela de seu quarto, no Rio de Janeiro.

— Estou sentindo sua falta — admite tão baixinho que seu namorado quase não ouve.

— Eu também sinto sua falta — responde Samuel em seu tom de voz habitual. — Vamos pensar pelo lado positivo — diz mais animado. — Eu me formo este ano, em dezembro vou para o Natal e não volto mais para Poa. 

— E as oportunidades que estão surgindo para você aí?

— Eu já decidi, Malu. Eu quero morar no Rio de Janeiro. Perto da minha mãe, da minha avó. Da minha namorada — acrescenta sorrindo para ela. Malu acaba sorrindo junto com ele.

— Prometo que vou tentar compensar seu sacrifício.

— Não será sacrifício abrir mão de certas oportunidades pelas mulheres que eu amo. Sem contar que o mercado da aviação é muito bom no Rio também. 

— Sua mãe já sabe dessa decisão de voltar para casa? — indaga Malu.

— Sabe que eu vou voltar para o Rio, mas para casa dela eu não volto mais.

A morena franze a testa.

— Como assim?

É a vez de Samuel suspirar.

— Ah Malu, vai fazer três anos que eu moro sozinho, né? Já tenho minha rotina, meus hábitos, gosto de ter meu espaço. Voltar para a casa da minha mãe seria abrir mão disso para me adaptar aos costumes dela. 

— Faz sentido.

— E já que você tocou neste assunto — Samuel sorri —, lembra da proposta que eu te fiz no portão da sua casa? — A expressão de Malu volta a revelar confusão. — Depois que eu dormi lá pela primeira vez, lembra?

De repente Malu abre um sorriso, a memória invadindo sua mente:

Seu rosto ainda estava bastante amassado e seus olhos pequenos de sono quando ela passou pelo portão de sua casa com Samuel.

— Adorei dormir na sua cama — falou o rapaz apoiando as costas em seu fusca preto.

— Que bom — respondeu, observando a rua deserta e silenciosa. Samuel segurou em sua cintura e a levou para perto de si.

— É só isso que você tem a me dizer?

Ela colocou uma mão na nuca dele, subindo para o cabelo enquanto o beijava lentamente.

— Está convidado para dormir aqui mais vezes — falou após o afeto.

— Se dependesse de mim a gente dormiria juntos todos os dias.

— O nome disso é casamento.

— Eu sei.

Ela sorriu.

— Você está me pedindo em casamento, Samuel Haddad?

— Hamid — ele corrigiu entre risos. — Eu poderia pular o pedido de namoro e partir para o casamento?

— Não há regras — ela deu de ombros.

— Eu quero me casar um dia. E a cada dia que passa eu percebo que quero você como minha esposa.

— Hum, que romântico — comentou dando um selinho nele.

— Eu sou canceriano, lembra? — Eles riram. — E você, se casaria comigo?

Ela deu de ombros mais uma vez.

— Quem sabe um dia? Se você não arrumar uma gaúcha enquanto faz faculdade.

Samuel gargalhou.

— Jamais trocaria você por qualquer gaúcha.

— Sei lá, tem cada mulher linda no Rio Grande do Sul.

— Eu não me importo com beleza.

— É por isso que você está comigo? — gargalhou.

— Você é uma das mulheres mais lindas que eu já conheci.

Ela sorriu e deu outro beijo apaixonado nele.

— Tô lembrada da proposta — fala encarando o rosto do namorado pela tela do celular.

— Está cada dia mais perto.

Malu ri.

— Você já vai estar formado, eu não.

— Eu não me importo de conviver com uma universitária surtada em ano de TCC.

A risada de Malu aumenta e ela assente.

— Vamos esperar e aí nós decidimos, pode ser?

— Tudo o que você quiser.


Já passam das quatro da manhã em Positano quando Yasmin cai de joelhos no centro da tenda. João e Paolo correm para ajudá-la. 

— Amiga, você está bem? — questiona João em português segurando no braço dela.

— Eu estou enjoada — Yasmin responde em inglês.

— Deve ser o calor — opina Paolo. 

— Com certeza — ironiza João. — Vem, amiga. — Ele ajuda Yasmin a ficar em pé. — Vamos sentar em um lugar fresco. 

— Está tudo bem com ela? — Luca questiona vendo João praticamente carregar Yasmin para longe.

— Vai ficar — responde o brasileiro.


Os olhos de Bernardo estão fixos na televisão pregada na parede oposta a de sua cama. O relógio ao lado da TV marca 00h25, horário local no Rio de Janeiro. Concentrado no filme que assiste, ele quase não percebe Anelise se mexer de tempos em tempos. Na tentativa de tranquilizar o sono da esposa, ele afaga o cabelo dela, fazendo círculos com as pontas dos dedos em seu couro cabeludo. 

Passado alguns minutos, Anelise desperta.

— O que você está assistindo? — pergunta para Bernardo.

— Como Perder um Homem em 10 Dias.

Anelise dá um leve sorriso, sentando com as costas na cabeceira.

— Assistindo filmes de romance sem mim?

— Desculpa, estava passando na TV, eu não me contive — ele ri. Mesmo com o quarto iluminado apenas pela luz da televisão, Bernardo nota que Anelise está suando. — Estava tendo pesadelo?

— Não. — Anelise passa a mão pelo cabelo, tirando os fios de perto dos olhos. — Na verdade… eu acho que não estou muito bem, Bê.

Bernardo se endireita na cama de prontidão.

— O que você está sentindo? — Embora esteja com a postura alerta, sua voz soa calma e gentil. 

— Estou um pouco tonta, com uma dorzinha aqui — ela coloca as mãos entre os seios. 

— Você está com dor no peito?

— Um pouco. 

Bernardo levanta rapidamente da cama e acende a luz. Ele precisa se esforçar para não demonstrar todo o seu espanto diante da palidez de Anelise. 

— Vou pegar uma roupa para você trocar, tá bom?

— Eu estou bem com o meu pijama — responde Anelise vendo o esposo abrir seu guarda-roupa. 

— A gente vai para o hospital, meu amor.

— Hospital? — Anelise engole em seco. — É grave, Bernardo?

— É melhor a gente ouvir um especialista — ele se esquiva da resposta. 

Bernardo ajuda Anelise a se trocar e com agilidade também troca seu pijama por uma calça jeans e camiseta.

— Vem comigo — ele diz abrindo os braços para ela. Anelise tenta se levantar da cama, mas tudo ao seu redor rodopia e ela cai sentada na cama novamente. — Tranquilo, eu te levo. — Bernardo passa um braço por baixo dos ombros dela e a conduz até a sala, deixando-a sentada no sofá para que ele possa reunir seus documentos em sua bolsa. Instantes depois, o casal deixa o condomínio onde mora rumo ao hospital.



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Comentários

  1. Porra maluco, tudo de ruim só acontece com Yasmin: é sequestro, levou o tiro na fazenda e agora isso da droga
    Minha bichinha não tem um dia de paz, cê é doido.

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  2. E o que aconteceu com chamel, por favor ,coloca hj um Cap só com continuação deles kkkkk,estou esperando a vta deles

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