sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Imagine ChaMel 4ª Temporada (Filhos) - Capítulo 138: Jantares importantes aquecem a noite


Na portaria do condomínio Mansões, Caio se identifica de dentro de seu carro.
   — A Mel Fronckowiak está me esperando — diz olhando para o porteiro por trás dos óculos escuros. Após interfonar para a mansão de Mel, o porteiro libera a entrada de Caio. Ele acena para o senhor e acelera pelas ruas do condomínio. 
   Depois de passar por algumas ruas com mansões luxuosas, ele para em frente a casa de Chay e Mel. Desce do carro e pega alguns vestidos que estão em capas protetoras no banco de trás. Com os braços cheios, ele caminha rebolando até o portão e entra. Andando pelo caminho entre o jardim, Caio sente o cheiro agradável de flores e sobe três degraus até a porta. Todos os vestidos passam para a mão esquerda enquanto a direita toca a campainha. Instantes depois, Vera abre a porta.
   — Bom dia — ele cumprimenta sorrindo.
   — Bom dia! A Mel está te esperando. 
Caio passa por Vera, perguntando:
   — Onde ela está?
   — No quarto, quer eu leve o senhor lá? — a governanta se prontifica fechando a porta.
   — Não precisa, eu sei o caminho. — Caio sobe a escada com dificuldade por conta dos vestidos e chega no corredor do primeiro andar ofegante. Depois de se recuperar, anda até o quarto de Mel. Dando duas batidinhas na porta, diz: — Sou eu. 
   — Entra! — pede a voz de Mel de dentro do quarto. Caio gira a maçaneta e adentra no quarto da empresária e cantora. 
   — Bom dia, meu amor — fala sorrindo. 
   — Desculpa por te chamar tão em cima da hora — diz Mel saindo do banheiro. — É que eu só fiquei sabendo desse evento ontem. 
   — Tudo bem. Por você eu largo tudo, lindinha. 
Eles riem e Mel dá um abraço no seu personal stylist. 
   — Então — ela fala o soltando. — O que você trouxe para me deixar maravilhosa?
   — Eu não preciso de muita coisa para isso, né? — Ele ri. — Mas trouxe os melhores vestidos que encontrei pra você. 
   — Ótimo! Coloca em cima da minha cama, que eu quero ver. 
Caio despeja os cinco vestidos que trouxe na enorme cama de Mel. Ela senta ao lado das peças e Caio abre a capa do primeiro vestido para mostrar à ela. 

Em sua carteira, Felipe bate um papo com Vinícius e Marina. Em sua diagonal esquerda, Isabela e Iago conversam sobre um livro que o adolescente está lendo. Maria Luíza está conversando com Samuel, cada um sentado na mesa de sua carteira. Mayara entra na sala e coloca sua mochila em seu lugar. Malu, que percebeu a chegada dela, diz para Samuel:
   — Eu já volto.
   — Tá bom. 
Maria Luíza pula da mesa e vai até Mayara, Samuel olha para o lado para conversar com Jonas. A loira está em sua carteira quando Malu se aproxima.
   — Oi — fala a morena sentando na mesa de Lorenzo, que ainda não chegou.
   — Oi — Mayara responde secamente. Malu respira fundo, para manter a calma, e diz:
   — A gente precisa conversar.
   — Pode falar. 
   — Eu queria deixar claro o que aconteceu entre o Samuel e eu. 
   — Não precisa esclarecer nada. Eu sei o que aconteceu.
   — Você viu a gente se beijando, apenas isso.
   — Apenas isso? — repete Mayara erguendo as sobrancelhas. 
   — Sim! Você não tem o direito de pensar desse jeito, Mayara, esqueceu com quem você ficou?
   — Foi a Vanessa que me beijou.
   — E você aceitou, assume a sua participação.
   — Acabou rolando. 
Maria Luíza ri.
   — Você fica com a garota porque simplesmente rolou e eu não posso ficar com o Samuel pela mesma razão? Isso não tem lógica! Nós não somos nada uma da outra, não tem motivo para você ter reagido daquela forma. 
   — Malu, eu tinha esperanças da gente ficar de novo.
   — Eu nunca te dei esperanças! 
Mayara engole em seco e olha para as próprias mãos.
   — Desculpa — pede Malu arrependida. — Eu só não quero que a nossa amizade se abale. Eu gosto de você, Mayara... como amiga. Eu estava em dúvida dos meus sentimentos, mas hoje em tenho certeza. 
   — Foi o Samuel, não foi?
   — Como assim? 
   — Foi ele que te fez perceber que você não gosta de meninas, não foi?
As duas abaixam  o tom da voz ao entrar nesse assunto.
   — Pode-se dizer que sim. Ele me fez perceber o que já estava na minha cara. Aconteceu uma vez, nós ficamos, mas foi só isso. Eu experimentei e vi que essa não é a minha vibe.
   — Ok, entendi. Desculpa por ter feito aquilo, dito o que eu disse, eu estava bêbada. Eu não vou mais me meter em nada. 
   — Tudo bem. Eu gostaria que a nossa amizade voltasse ao normal. 
   — Por enquanto eu prefiro ficar com a Laís e a Maísa, porque você pode ter superado o que a gente teve, mas eu não. 
Malu assente.
   — Tudo bem. — Ela olha para o lado, vendo Samuel e Jonas conversando e volta a encarar Mayara. — Com relação ao Samuel, eu quero deixar claro as coisas, para que você não fique sabendo por outra pessoa ou algo assim. 
   — Vocês estão juntos!?
   — Não! — Malu se apressa em dizer. — Eu não namoraria com Samuel ou algo do gênero, Deus me livre!
   — Eu já vi esse filme antes — interrompe Mayara. 
   — Enfim, nós estamos nos aproximando e tal. O que eu quero dizer é que uma amizade está surgindo, só isso.
Mayara assente, olhando para a direita.
   — Ainda bem que você não tem nada com ele, né? Porque se tivesse não gostaria de ver aquilo.
Malu franze a testa e segue o olhar de Mayara. Sua boca se abre levemente ao ver Jaqueline conversando com Samuel. O seu olhar se fixa na mão dele, que está na cintura dela. 
   — É, ainda bem — ela diz voltando a encarar Mayara. — Vou falar com a Grazi. 
Ela pula da mesa de Lorenzo e caminha até a melhor amiga, que está encostada na porta falando com Thiago.
   — Eu preciso falar com você — comunica ao chegar perto dos dois.
   — Não está vendo que eu já estou fazendo isso? — brinca Thiago. 
   — É, sério.
Ao ver a expressão da amiga, Graziele diz para o namorado:
   — Vai lá conversar com o Alexandre.
Thiago ri.
   — Ok, tô vazando. 
   — O que foi? — pergunta a ruiva quando ele se afasta. 
   — Acho que estou gostando do Samuel — confessa Malu com desespero na voz. Graziele sorri.
   — Isso é ótimo!
   — Não, não é! Ele é um escroto, eu não posso gostar dele.
   — Por que não? Vocês já ficaram e tudo.
   — Eu sei, mas isso foi um erro que eu não quero voltar a cometer. Achei que conseguiria ser apenas amiga dele, mas acho que não vai rolar. 
   — Por que você não disse isso para ele?
   — Ele ficou com a Jaqueline sábado e agora está de papinho com ela, está claro que o que aconteceu entre a gente não significou nada para ele.
Graziele olha para dentro da sala, confirmando a informação dita por Malu.
   — Ok, eu tive uma ideia!
   — Que ideia?
Graziele sorri e começa a contar:
   — E se você passasse a jogar com ele?
   — Como assim?
   — Tipo, ciúmes bobo. Começa a dar bola para outros garotos do colégio, da sala.
   — Quem? Ninguém me interessa aqui.
   — Não é para te interessar é só para testar o Samuel. Se ele ficar com ciúmes, vai ser a prova de que ele também sente alguma coisa por você.
   — Mas eu não quero que ele sinta! Eu não quero ter nada com ele! Ele é um babaca!
Graziele coloca as mãos nos ombros de Malu.
   — Fica calma, amiga! Vamos testar ele primeiro, depois a gente pensa nisso. — A ruiva volta a olhar para o interior da sala e Alexandre se destaca em seu campo de visão. — Que tal o Alexandre? Lembra que ele pediu pra ficar com você no nono ano?
   — Isso foi a três anos atrás — diz Malu. 
   — Não importa, vocês já tem um passado. Se aproxima dele, aposto que o Samuel vai ficar mexido.
Malu pensa por um instante e também olha para Alexandre, que conversa com Thiago.
   — Pode não ser uma má ideia — fala por fim. 

O sino toca e a professora de português entra na sala. Ao olhar para a mulher, Marina sente uma pontada no estômago. Vendo a cara de medo da namorada, Vinícius diz com tranquilidade:
   — Relaxa, você estudou e está preparada para a prova. 
Marina focaliza o rosto dele e ao encarar os olhos serenos de Vinícius acaba se acalmando.
   — Tudo bem. Você está certo, eu vou me sair bem.
   — É assim que se fala.
Vinícius dá um beijo na testa dela e eles sentam em seus lugares. A professora fala um pouco com a turma e distribui as provas. 
   — Boa sorte, boy american — diz Yasmin baixinho para Victor, que senta em sua frene.
   — Vou precisar — ele responde mais para si mesmo do que para ela. Ao ler a prova, constata que deveria ter estudado um pouco. 

Mel abre a porta para Caio.
   — Volte mais vezes — ela diz dando um beijo na bochecha dele.
   — Arrasa mais tarde, gata! — deseja Caio sorrindo. — Aposto que o Chay vai se apaixonar ainda mais.
O sorriso de Mel fraqueja por um momento, mas ele não nota. Ela se sente um pouco mal por não contar ao amigo, mas ela prefere desse modo.
   — É — é o máximo que ela consegue dizer. 
   — Bye! 
   — Tchau!
Caio sai com os outros quatro vestidos que foram rejeitados por Mel. Ela fecha a porta e morde o lábio inferior para controlar as lágrimas. 
   — Respira — ordena para si mesma. — Mais tarde vai ser pior e você não pode reagir assim. 

Horas depois, na saída do colégio, os filhos dos rebeldes comentam sobre a prova do primeiro tempo.
   — Eu fui bem — diz Isabela sorrindo.
   — Eu também, olha que português nem é o meu forte — fala Yasmin. 
   — E aí, os estudos de ontem deu resultado? — Vinícius pergunta para Marina.
   — Deu, acho que eu errei umas duas. 
   — Parabéns, amor! — Ele dá um beijo nela. Os outros quatro continuam comentando sobre a prova.
   — Então, e você, Victor?
   — Eu fui mal.
   — Sério?
   — Aham — ele dá de ombros. — Não estudei, deu nisso.
   — Eu fui mais ou menos — conta Felipe.
   — Ah, melhor do que ano passado — diz Yasmin —, que você ia mal em todas as matérias.
Eles riem e Felipe se defende:
   — Não, em matemática e física eu ia bem. 

Durante a tarde, Felipe, Vinícius e Victor vão para a academia mesmo com a mudança brusca de temperatura que houve após uma tempestade após o almoço. Yasmin arruma suas coisas para a noite. Marina conta com a ajuda de Isabela para preparar uma surpresa para Vinícius. 
   — Tem que ser perfeito — diz Marina. — O Vinícius merece tudo maravilhoso.
   — Pode deixar — fala Isabela sentada na sala da mansão de Lua e Arthur com o notebook no colo. — Eu conheço o meu irmão.
Marina sorri.
   — Obrigada por estar me ajudando nessa, tá?
   — Imagina, eu shippo forte vocês dois.
Elas riem e Marina pega o seu celular na mesinha de centro.
   — Vou ligar para ele para marcar. — Após discar o número do namorado, coloca o celular encostado na orelha. — Oi, Vini — cumprimenta quando ele atende. — Mais tarde os meus pais vão sair para assistir um filme para comemorar o sucesso da entrevista da minha mãe no programa da Ana Maria Braga e o Victor vai jantar com a Yasmin, então a casa vai ficar livre, eu queria que você viesse aqui, estou preparando uma surpresa. O que acha?
   — Eu acho ótimo — ele diz enquanto abre a garrafa de água na academia. — Uma noite só nossa sempre é boa, ainda mais com surpresa.
Marina sorri.
   — Ótimo! Eu te ligo quando a casa ficar vazia. 
   — Tá bom, agora eu vou voltar a malhar.
   — Ok, até mais tarde.
   — Até, minha linda, tchau!
Eles desligam e Marina conta:
   — Ele vai vim!
   — Maravilha — comemora Isabela.

A noite cai com rapidez. Em seu quarto, Yasmin termina de se aprontar. Sobre sua penteadeira, no closet, seu celular toca.
   — Oi, Victor — diz atendendo. — Tudo certo?
   — Aham, estou te esperando aqui na frente.
   — Tá, estou saindo.
Eles desligam. Yasmin arruma sua peruca mais uma vez e sorri para o seu reflexo no espelho.
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   — Ai, gostosa até morena. 
Yasmin ri e sai do closet, pega sua bolsa sobre a cama e deixa o quarto. Quando está descendo as escadas, Felipe olha para ela do sofá e pergunta:
   — Uau, pra onde você tá indo desse jeito? E essa peruca?
   — Fiquei linda, não fiquei? — diz a loira, momentaneamente morena, passando a mão nos fios pretos. 
   — Depende do ponto de vista — fala Felipe rindo. — Pra onde você vai?
Yasmin termina de descer os degraus e para a caminho da porta.
   — Vou ver o circo começar a pegar fogo. 
   — Do que você tá falando?
   — Eu e o Victor vamos assistir o encontro da Anabela e do Jonas e é claro, tirar fotos para mandar para o diretor.
   — O plano não era ligar para que o diretor flagrasse os dois?
   — O plano inicial, sim, mas nós decidimos mudar um pouco. Agora eu tenho que ir, tchau.
   — Não! — pede Felipe pulando do sofá.
   — O que é? — Yasmin pergunta espantada, com a mão na maçaneta. 
   — Vocês acham que eu vou perder isso? Não mesmo!
   — Você não vai, não — se apressa em dizer a loirinha. 
   — Claro que vou! — afirma Felipe subindo a escada. — Se você não me esperar, eu conto para o pai que você foi para um motel com o Victor.
   — Você não faria isso.
   — Quer pagar para ver? — pergunta Felipe sumindo no primeiro andar. Yasmin bufa e tira o celular da bolso. Ela disca o número de Victor e diz quando ele atende: — Vamos ter que esperar mais um pouco, o meu adorável irmão quer ir com a gente. 
   — Não brinca! 
   — É sério — diz Yasmin revirando os olhos. — Vamos ter que esperar mais um pouco.
   — Ok, ok. 
Os dois desligam e Yasmin senta em um sofazinho que tem ao lado da porta, sob a janela. 

Chay está sentado na cama aguardando Mel terminar de se aprontar. A porta do closet se abre e ao olhar para ela, seu coração dispara. 
   — Uau — ele deixa escapar.
Mel está deslumbrante. Seu cabelo está impecável preso atrás da orelha esquerda, caindo pelo ombro direito, sua maquiagem está leve com os olhos bem delineados e a boca rosada e seu vestido cai perfeitamente em seu corpo. O modelo escolhido por ela é de sua própria marca, um longo de mangas compridas da cor preta, fechado na frente com um longo decote nas costas. Para arrematar a produção, ela usa um colar de brilhantes que recebeu de Chay no aniversário de dez anos de casamento.
   — Mel — ele fala se levantando —, você está linda. 
   — Obrigada — responde a morena sorrindo. — Vamos?
   — Claro. 
Mel pega sua bolsa e sai do quarto com Chay.

O quarto de Marina está com todas as luzes apagadas, apenas os abajures ao lado da cama e pequenas velas decorativas em formado retangular e circular da cor branca. As velas estão no chão espalhadas por todo o quarto. O banheiro está iluminado a meia luz e banheira está cheia com pétalas de rosas brancas.
   Em seu closet, Marina para em frente ao espelho, verificando minuciosamente sua aparência. Seu corpo em forma está coberto apenas por uma lingerie preta que destaca em sua pele pálida. Após se certificar de que tudo está de seu agrado, ela se afasta do espelho e coloca um vestido longo de tecido fino da cor vinho e sai do closet. Passando pelas velas acesas, deixa o quarto.
   Marina vai até o quarto de Victor, o de seus pais, o escritório de Arthur, a sala de lazer e o mini cinema.
   — A casa está liberada — constata fechando a porta do cinema. Ela pega o seu celular no bolso e disca o número de Vinícius. — Oi, Vini. Pode vim! 

Felipe desce a escada e se encontra com a irmã no hall.
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   — Podemos ir?
   — Vamos. — Felipe e Yasmin saem. Caminhando até o portão, Felipe pergunta ao ver um carro preto parado na calçada. — De quem é esse carro? Pensei que nós fossemos de táxi.
   — É do Arthur, o Victor pegou emprestado — responde Yasmin abrindo o portão.
   — O Arthur deixou? — se espanta Felipe. 
   — Aham.
Os irmãos caminham até o carro, Yasmin dá a volta para entrar no banco do passageiro e Felipe entra no banco de trás.
   — Quem te chamou pra vim com a gente, Felipe? — brinca Victor ligando o carro. 

   — Vocês acham que eu ia ficar de fora dessa? 
Yasmin coloca o cinto de segurança e pergunta para o irmão com certa preocupação na voz:
   — Felipe, você não acha que quando a Isa descobrir tudo o que nós fizemos, não vai ficar brava com você?
   — Acho.
   — E mesmo assim você insiste em participar disso?
   — A ideia da vingança foi minha, eu não vou recuar agora. 
Yasmin suspira.
   — Ok, o relacionamento que está em jogo é o seu. 
   — Você acha que a sua amizade também não está em perigo? — rebate Felipe. O carro passa pela portaria e sai do condomínio no instante em que Yasmin vira para trás para encarar o irmão, dizendo:
   — Não fui eu quem prometeu para a Isabela deixar o Jonas em paz. 
Felipe morde o lábio inferior e olha para fora do carro. Yasmin se endireita no banco e recebe um olhar de canto de olho de Victor, que muda a marcha e pisa fundo do acelerador. 

A campainha da mansão de Lua e Arthur toca e Marina desce as escadas correndo para abrir a porta. Ao realizar esta ação, visualiza Vinícius do outro lado. A maneira como ele está deixa o coração dela acelerado. Vinícius, que está usando uma bermuda jeans da cor verde escuro e uma regata branca, sorri para ela com as mãos nos bolsos.
   — Assim que você me ligou, eu vim. Estou ansioso para essa surpresa.
Marina sorri, pega na mão dele e o puxa para dentro de sua casa. Ela fecha a porta com o pé no instante que Vinícius segura em sua cintura e a beija. Eles passam alguns instantes com suas bocas unidas, saboreando o momento. 
   — Vamos subir — diz Marina entre os beijos. Eles dão as mãos e vão para o primeiro andar. 

Após olhar para o velocímetro, Yasmin fala para Victor:
   — Eu tenho a intenção de voltar viva para casa, ok?
   — Ok — ele responde acelerando ainda mais. Yasmin se meche inquieta no banco e pede:
   — Victor, vai mais devagar!
   — Não foi você quem falou que era para a gente chegar antes deles? Então, eu estou segurando isso. 
   — Pelo contexto é assegurando — corrige Felipe do banco de trás. 
   — Eu estou assegurando isso — Victor repete corretamente.
   — A gente saiu de casa mais cedo para ter certeza de que a gente chegaria antes, não precisa voar. 
   — Não, nós teríamos saído mais cedo de casa se não tivéssemos esperado o Felipe se arrumar. 
   — Mesmo assim, dirigindo nessa velocidade a gente não vai chegar nem na rua do restaurante! Diminui isso. 
Victor faz o que ela pede e quando está em uma velocidade segura freia bruscamente, o que faz Yasmin ser lançada para frente e retornar ao encosto do banco graças ao cinto de segurança, o mesmo ocorre com Felipe no banco traseiro. Com o carro parado, Victor olha para Yasmin com um sorriso angelical nos lábios.
   — Isso vai ficar vermelho, sabia? — ela esbraveja massageando a região onde o cinto fez pressão. — Precisava ter freado desse jeito? — pergunta olhando diretamente para o loiro. — E por que a gente está parado no meio da rua? 
   — Caso você não saiba, quando o semáforo fica vermelho é porque nós temos que parar. 
Yasmin olha pelo para brisa e constata que eles estão parados em frente a um semáforo fechado. Ela assente e olha para o outro lado, encarando o calçadão de Copacabana. Victor ri e coloca a mão direta no joelho dela.
    — Estou brincando com você, sua boba — diz acariciando a coxa dela. Yasmin volta a olhar para ele.
   — Babaca! 
Victor, ainda rindo, se estica e dá um beijo rápido dela. No banco de trás, Felipe tosse propositalmente.
   — Eu estou aqui, tá?
   — Infelizmente — ri Victor ao se endireitar em seu banco. O sinal abre e ele acelera, dessa mantendo a velocidade não muito alta. 

Em frente a um casarão, Chay desliga o motor do carro e desce. Ele rodeia o carro e abre a porta para Mel.
   — Obrigada — ela agradece saindo do veículo. 
   — Preparada?
   — Sim — Mel mente. Chay bate a porta do carro e caminha até o portão, onde toca o interfone. Após se identificar e ouvir o portão ser liberado, ele se vira para Mel e diz:
   — Obrigada por ter vindo.
   — Imagina. Se é importante para você não teria como eu negar. — Ela sorri e arruma a gravata dele. — Vamos lá. 
Chay abre o portão e quando eles adentram no casarão do empresário que está negociando com o cantor, Chay faz algo que acelera o coração de ambos: pega na mão de Mel. 
A porta do casarão está aberta e nela está Rogério e sua esposa, Joana. Ao avistarem Chay e Mel, eles sorriem.
   — Olha quem chegou — fala Rogério. — O casal mais bonito do Rio de Janeiro. 
Mel e Chay cumprimentam os dois, sorrindo. Eles entram no casarão luxuoso e se dirigem a sala de estar. Mel senta em um sofá com Chay e eles permanecem de mãos dadas. 
   — Não esperava sua presença aqui, Mel — fala Rogério. 
   — Nós pensávamos que os boatos eram verdadeiros — confessa Joana. 
   — Pelo visto eles são falsos — diz o esposo dela. Chay e Mel trocam um brevíssimo olhar cheio de carinho e ele responde para os dois:
   — Completamente falso. 
   — Nós nunca estivemos tão bem — completa Mel. Mesmo dizendo esta mentira, o casal sabe perfeitamente que o olhar foi sincero, o que deixa os dois inquietos.